O Grupo Casas Bahia anunciou na noite deste domingo
(16) que entrou com um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo.
A medida inclui a própria companhia e outras nove
empresas do grupo e tem como objetivo reorganizar as finanças e garantir a
continuidade das operações.
De acordo com o jornal Valor Econômico, que teve
acesso à petição, a companhia busca renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em
dívidas.
Segundo a companhia, a decisão foi aprovada pelo
Conselho de Administração e pelo acionista controlador.
O pedido foi protocolado no Foro Central Cível de
São Paulo, especializado em falências e recuperações judiciais.
Além da Casas Bahia, o
pedido de recuperação judicial inclui outras empresas do grupo:
- ASAP Log – Logística e Soluções Ltda.
- ASAP Log Ltda.
- CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística
Ltda.
- Cntlog Express Logística e Transporte Ltda.
- Globex Administração e Serviços Ltda.
- Cnova Comércio Eletrônico S.A.
- Integra Soluções para Varejo Digital Ltda.
- Casas Bahia Tecnologia
Ltda.
- Indústria de Móveis Bartira Ltda.
Mudanças na
direção
No mesmo dia em que anunciou o pedido de
recuperação judicial, a Casas Bahia também comunicou mudanças em sua
alta administração.
O vice-presidente Jurídico e Tributário, Fábio
Spina, deixou o cargo após atuar na empresa desde 2024. Segundo a companhia,
ele continuará prestando consultoria durante o processo de reestruturação.
Para substituí-lo foi nomeada Sírley Lima,
executiva com mais de 20 anos de experiência e passagens por empresas como
Heineken, Pernod Ricard, Souza Cruz e EY.
A empresa também informou a saída dos conselheiros
Jackson Schneider e Rogério Calderón. Cláudia Quintella Woods assumirá uma vaga
no Comitê de Auditoria Estatutário, enquanto André Luiz Helmeister passará a
integrar o Comitê de Finanças.

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