Sergipanos beneficiados pelo ‘Casa Legal’ celebram títulos de propriedade das residências

A regularização fundiária vai além de um simples documento, é uma porta aberta para dignidade, segurança jurídica e inclusão social. Para muitas famílias sergipanas, a entrega de títulos de propriedade, promovida pelo programa Casa Legal, realizado pelo Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic), significa o fim de décadas de incertezas sobre seus lares.

No Conjunto Residencial João Joaquim Aragão, em Graccho Cardoso, a entrega dos títulos foi celebrada por moradores que, finalmente, puderam chamar de sua a residência onde vivem. A dona de casa Joise Aragão, 24 anos, que mora há quatro anos no conjunto com o marido e a filha de dois anos, comemorou a conquista. “Sem o documento, não tínhamos endereço fixo, o que complicava até para receber contas. Regularizar traz muita tranquilidade e a certeza de que a casa é realmente nossa. Se tivéssemos que pagar, seria caro. Esse programa é um alívio para quem vive com baixa renda”, relatou. 


Outro beneficiado foi o aposentado José Heraldo de Oliveira, 52 anos, que comprou uma casa recentemente para a filha Elizângela dos Santos, de 25 anos. Ele destacou a segurança que o documento proporciona. “Com o título, me sinto mais seguro. Antes, só tinha um comprovante de compra e venda. Agora, posso provar que a casa é minha. É um presente para minha filha, para que ela não precise pagar mais aluguel”. Elizângela compartilhou a alegria da conquista. “Dependíamos do Bolsa Família e pagávamos aluguel. Agora, com esse documento, teremos mais segurança e oportunidade de fazer melhorias”, disse.



Moradora do Residencial Valdemar Alves de Lima, em Santa Rosa de Lima, Maria do Carmo Souza Santos, 66 anos, descreveu a felicidade de receber o documento do imóvel em que vive há mais de 10 anos. “A gente tinha um imóvel, mas não tinha o documento. Era como se não tivéssemos nada. Hoje, me sinto feliz e segura. Agora posso dizer que a casa é minha e comprovar isso a qualquer momento. Não preciso mais me preocupar com aluguel ou perder minha casa”, comemorou.


A técnica de enfermagem Cleide Góes Campos, 44 anos, que vive com três filhos e o pai no mesmo residencial, também celebrou o benefício. Primeira moradora do conjunto, onde vive há 13 anos, Cleide disse que receber o documento foi uma conquista. “Agora, sei que o imóvel realmente nos pertence. Além disso, com o documento, podemos acessar outros benefícios, como financiamentos. É uma iniciativa muito importante para quem, como eu, não teria condições de arcar com os custos de regularização”, afirmou.  

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