O supermercado Carrefour, na França, colocou avisos nos produtos para alertar seus consumidores sobre a diminuição das embalagens sem uma correspondente redução de preço.
Esse fenômeno, chamado de “reduflação”, é uma estratégia muito utilizada há anos pelas empresas em todo o mundo para garantir sua lucratividade sem que o consumidor perceba estar pagando mais por menos.
Seja com as embalagens de papel higiênico ou com os pacotes de salgadinhos industrializados, a prática da reduflação acontece principalmente em tempos de inflação, quando a economia global vê aumentarem os custos de produção.
Segundo Mark Stiving, da Impact Pricing, uma organização que educa empresas sobre preços, os consumidores "percebem mais os aumentos de preços do que as reduções de tamanho”.
Como resultado, diz ele, as empresas utilizam a "reduflação" para aumentar os preços de forma menos perceptível. Porém, especialistas afirmam que depois que os novos tamanhos chegam às prateleiras, eles tendem a permanecer desse jeito mesmo após caírem os custos de produção.
Muitas vezes, essas mudanças acontecem aos poucos. Por exemplo, uma bebida que anteriormente era vendida em uma garrafa de 300 ml um ano atrás, pode agora ser oferecida pelo mesmo preço, mas com apenas 200 ml.
"Depois de os produtos serem repetidamente reduzidos em tamanho, o fabricante lançará uma versão nova e maior – por vezes com um novo nome fantasioso", diz Edgar Dworsky, advogado dos direitos do consumidor nos EUA e fundador do guia Consumer World.
No passado, a empresa de salgadinhos Lay's, uma divisão da PepsiCo, respondeu a essa mudança relançando seu produto em um pacote maior, mas com um novo nome, “Party Size”, e com preço mais alto.
A reduflação acontece justamente quando o poder de compra da população também é afetado pela inflação, fazendo com que os consumidores também sofram ainda mais para conseguir comprar produtos muitas vezes básicos, como papel higiênico, que, dentro dessa estratégia, tem ficado cada vez menor e mais caro nos últimos anos.

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